Entre outubro e novembro de 2025, realizamos uma pesquisa online, Pesquisa sobre preferências e percepções em moda íntima no Brasil, para compreender um pouco mais sobre como as mulheres brasileiras se relacionam com a lingerie e o que esperam dela em seu cotidiano.
Ao todo, 309 mulheres participaram da pesquisa, com diferentes faixas etárias, residentes em cidades distintas e com representação das cinco grandes regiões do Brasil.
Entre as participantes, 105 mulheres tinham entre 35 e 44 anos, correspondendo a 34% do total de respostas. Em seguida, houve um número bastante próximo entre as faixas de 25 a 34 anos, com 61 mulheres (19,7%), e de 45 a 54 anos, com 60 mulheres (19,4%). As demais participantes se distribuíram entre as faixas de 55 a 64 anos (12%), 65+ (7,4%) e 18 a 24 anos (7,4%).
A maior parte das entrevistadas residiam na região Sudeste (91%), embora nem todas fossem naturais da região. Os outros 9% estavam distribuídos entre as demais regiões brasileiras: Sul (5%), Nordeste (1,5%), Centro-Oeste (1,5%) e Norte (1%).
Na Inspira & Co, somos mulheres desenvolvendo produtos para outras mulheres.
Carregamos nossas próprias percepções, experiências e necessidades, mas sentíamos que era importante ouvir outras mulheres. Elas também buscavam conforto para o dia a dia? Sentiam-se, muitas vezes, objetificadas e hipersexualizadas, tendo seus corpos expostos como vitrines? Encontravam, nas marcas atuais de moda íntima, cuidado, bem-estar e responsabilidade com a natureza?
A pesquisa nos mostrou que, para a maioria das participantes, a lingerie está profundamente conectada à rotina e ao conforto cotidiano (50,2%). Ao mesmo tempo, 25,2% afirmaram que sua percepção depende da situação, 16,5% encaram a lingerie apenas como uma necessidade básica e 8,1% encontram nela uma forma de expressão e autoestima.
Nos deparar com essas respostas nos levou a uma pergunta importante: Será que o mercado realmente está escutando as mulheres?
Os cinco atributos mais valorizados pelas participantes foram:
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Conforto (95,8%)
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Qualidade e durabilidade (70,6%)
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Preço acessível (64,4%)
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Saúde íntima (48,5%)
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Estilo e design (41,7%)
A pesquisa também revelou uma percepção importante: embora a saúde íntima apareça entre os principais fatores de decisão de compra, quase metade das entrevistadas (48,9%) afirmou nunca prestar atenção na matéria-prima utilizada nas lingeries que consome. Isso sugere uma ausência de diálogo por parte do mercado em comunicar, de forma mais clara, sobre as fibras têxteis e seus usos em peças que acompanham tão intimamente a mulher por muitas horas ao dia.
Outro ponto que chamou nossa atenção foi a questão do pós-consumo. Atualmente, 72% das participantes descartam suas peças no lixo comum, 22% realizam doações para outras pessoas ou instituições e apenas 6% reaproveitam ou descartam as peças de maneira mais apropriada.
Assim, a coleção No Princípio nasce não apenas como uma coleção, mas como uma resposta a uma necessidade silenciosa de muitas mulheres: o desejo por peças que conciliem conforto, bem-estar e responsabilidade.
E, como uma marca que está começando agora – e que, como qualquer outra empresa, enfrenta inúmeros desafios para existir de forma mais justa e responsável, ainda não temos uma solução estruturada para o pós-consumo. Mas seguimos estudando caminhos possíveis e esperamos, em breve, disponibilizar alternativas para o descarte consciente de peças que já chegaram ao fim de sua vida útil.
