A pele é o maior órgão do corpo humano. E, ainda assim, poucas vezes refletimos sobre aquilo que fica em contato com ela por tantas horas ao longo do dia, especialmente em uma das regiões mais sensíveis do corpo feminino.

Na moda íntima, a escolha da matéria-prima não influencia apenas o toque ou o caimento de uma peça. Ela também perpassa questões relacionadas ao conforto, à respirabilidade da pele, ao equilíbrio da região íntima e à forma como nos relacionamos com o próprio corpo.

Na Inspira & Co, acreditamos que criar lingerie também é uma forma de cuidado: consigo, com o outro e com a natureza.

Em nossa pesquisa realizada com 309 mulheres brasileiras, percebemos que a saúde íntima aparece entre os principais fatores considerados no momento da compra. Ainda assim, quase metade das entrevistadas afirmou não prestar atenção na composição têxtil das peças que consome. Isso nos revela algo importante: durante muito tempo, o mercado falou sobre estética, mas pouco explicou sobre aquilo que realmente veste e acompanha o corpo feminino todos os dias.

As fibras sintéticas possuem características importantes e amplamente utilizadas na indústria têxtil. Porém, quando pensamos em peças íntimas para uso prolongado e cotidiano, as fibras naturais, como o algodão, tendem a proporcionar maior respirabilidade, absorção da umidade e conforto térmico, ajudando a reduzir a sensação de abafamento e desconforto.

O algodão permite que a pele respire melhor. Seu toque costuma ser mais suave e gentil ao corpo, especialmente em regiões mais delicadas e sensíveis. Além disso, quando produzido de maneira responsável, também pode representar uma escolha menos agressiva para a natureza.

Foi a partir dessa compreensão que nasceu a coleção No Princípio: um convite para retornar ao essencial. Para aquilo que toca o corpo com delicadeza, suavidade e consciência.

A coleção foi desenvolvida em duas variantes.

A linha Terra nasce a partir do algodão colorido produzido no município de Ingá, na Paraíba. Por meio do cruzamento entre diferentes espécies de algodão, surgem tonalidades naturais e terrosas, sem a necessidade de tingimento químico. Misturado a fibras virgens de algodão, o algodão colorido permite a obtenção de diferentes nuances na malha crua, reduzindo um dos processos mais agressivos da indústria têxtil: a tinturaria.

Mais do que uma escolha estética, trata-se de uma escolha ambiental. Ao eliminar o uso de corantes, reduz-se também parte dos impactos gerados pelo consumo de água e pela liberação de resíduos químicos na natureza.

Já a linha Fôlego foi produzida com algodão orgânico cultivado também em Ingá, na Paraíba, sem o uso de pesticidas, herbicidas ou fertilizantes sintéticos. Seu cultivo respeita o equilíbrio ambiental e busca preservar a saúde do solo, da água e das pessoas envolvidas no processo produtivo.

Além de também não possuir corantes, esta malha contribui para a redução da contaminação ambiental e para a diminuição dos impactos associados aos resíduos químicos presentes nos cultivos convencionais.

Em ambas as linhas, existe um mesmo desejo: aproximar a lingerie de uma experiência mais consciente, respirável e humana.

Cuidar da saúde feminina pode começar por aquilo que escolhemos deixar tocar a nossa pele diariamente. E talvez voltar ao princípio seja justamente isso: reaprender a habitar o próprio corpo com mais presença, respeito e verdade.